sábado, 22 de outubro de 2011

Vídeo aula 23 – Assembleia escolares e democracia escolar


Módulo I – Construções de valores

Vídeo aula 23 – Assembleia escolares e democracia escolar


A assembléia escolar possibilita aos alunos a discussão dos conflitos, à participação política do aluno, tendo o diálogo como espaço democrático na escola.

A escola democrática e participativa expõe pensamentos e críticas.

A Escola Comunitária de Campinas adota esse sistema de assembléia escolar por que ajuda os alunos a  saber lidar com conflitos, sempre buscando soluções democráticas.



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1) Assembleia de classe> na sala de aula os alunos escrevem as críticas e as felicitações ( critica os fatos e não as pessoas)

-Desde os primeiros anos de estudo já se reúnem para discutir os problemas. Sempre começa com uma roda de conversa, uma leitura de um livro (ex.: Assembleia dos ratinhos). Isso dá aos alunos a capacidade de argumentar e contra argumentar.



2) Assembleia de escola>  representantes de todas as turmas, professores, equipe e funcionários. Os alunos falam e o professor intervém quando necessário.

Benefício : diminui os conflitos, indisciplina e a violência na escola. Torna os comportamentos indesejáveis em níveis democraticamente aceitáveis. Constrói os valores a cada semestre.


3) Assembleia docentes > professores e equipe a cada mês.




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Vídeo aula 22 – Prática de Projetos e Transversalidade em valor de aula: questão de gênero no cotidiano escolar


Módulo I – Temas Transversais

Vídeo aula 22 – Prática de Projetos e Transversalidade em valor de aula: questão de gênero no cotidiano escolar

Profª Brigitte Úrsula Stach Haertel              



Perspectiva sócio-interacionista. Proposta tem origem nos PCNs, que visam orientar trabalhos pedagógicos.

Os Temas Transversais tem como prioridade fazer uma reflexão dos temas culturais presentes na sociedade, além dos saberes das disciplinas. Os temas Transversais permitem abordar questões relativas à moral do sujeito crítico, autônomo, ético, ativo, consciente. Sujeito da própria história.

Eixos propostos: ética, pluralidade, meio ambiente, saúde.

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-Pedagogia de projetos – tema transversal selecionado, adesão voluntária, é projeto interdisciplinar.

-Foi feito uma entrevista com uma diretora, que fazia um Projeto Alimentação. Ela relata nesse vídeo o interesse que as crianças passaram a ter em relação à alimentação saudável, além de outros projetos: Universidade Cultural, Diferenças Culturais, Copa do Mundo, Gênero Homem e Mulher são iguais com direitos iguais.

-Questões de Gêneros – 3 eixos propostos: ética, diversidade cultural e orientação social permitem aproximação. Depende da demanda e faixa etária, por exemplo, jovens: Orientação Sexual, até 9 anos: Ética.

Para transformar valores de sociedade são necessárias opções teóricas com mais êxito no construcionismo social, que é uma vertente da psicologia social quando estamos fazendo os diferentes papéis.

-Gênero – Socialização do gênero > aprende com os outros a forma de desempenhar os papéis relacionados ao sexo. O sexo é a determinação biológica, já a sexualidade significado atribuído à condição definida geneticamente influenciada com quem se vive.

-Relações de Gênero: representações socialmente constituídas na relação feminino e masculino, gerando hierarquia, dominação patriarcal: tudo influencia entre ser homem ou mulher na sociedade.

-Definição do Projeto

Gênero: respeito à diferença cultural: ética – como exercitamos os gêneros e diferenças de gêneros.

-Os pais são os que influenciam diretamente os valores para os filhos.

Vídeo aula 21 – Sentimentos e afeto como tema transversal


Módulo I – Temas Transversais

Vídeo aula 21 – Sentimentos e afeto como tema transversal

Professora Valéria Arantes


Sentimentos como tema transversal: valores, autoestima, autoconhecimento.

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-Valores: trocas afetivas que o sujeito realiza com o meio exterior, é o conceito clássico de Jean Piaget. São sentimentos positivos, é o que gosta, como por exemplo, um automóvel, um quadro, um objeto. É a dimensão do afeto.


-Autoestima: é a busca da

felicidade, é o sentimento que o sujeito projeta de si mesmo, fundamental para a construção da cidadania. Hoje o jovem tem baixa autoestima.

- Autoconhecimento: auto regulação do sujeito, diminuição da sensibilidade, conhece seus sentimentos.



- O que fazer, como fazer? Transformar sentimentos e afeto em objetos de conhecimento. Nas escolas estudam-se outras disciplinas, menos os sentimentos, não se dá valor pra eles.



A professora nos relata uma experiência em uma escola, numa turma muito violenta. Primeiro ela conversou sobre os sentimentos, depois fizeram um contorno de um corpo e escreveram ao redor dele os sentimentos que antes conversaram. Interessante que escreveram ódio, tristeza nas mãos. A explicação é por que das mãos saíam os tapas, as chineladas, que causavam tanta tristeza e ódio. Perguntou-se se as mãos não poderiam expressar carinho?



Na escola, pessoas têm sentimentos diferentes diante das situações, devem-se respeitar os sentimentos diferenciados das crianças.

Os sentimentos e afetos devem ser objetos de ensino e aprendizagem, pois ainda não estão no nível das relações interpessoais.


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-Vídeo interessante no Youtube : Vídeo 20 sentimentos e afetos como tema transversal



http://www.youtube.com/watch?v=IqDaXe6-15A

Vídeo aula 20 – Violência e Educação

 Vídeo aula 20 – Violência e Educação

Profª Flávia                                                                

Não é fácil falar sobre violência.

Violência tem como característica quebrar os discursos.
A professora Flávia cita muitas vezes uma frase de José Saramago, do livro “Ensaio sobre a cegueira”: “Se puderes olhar, vê, e se puderes ver, repara”. É difícil falar sobre violência, então, olhe e veja, depois repara nos dois sentidos: cuidar e hora.

-A violência instaura perplexidade, temos a sensação de que ela tomou conta do mundo.

-A professora destaca que é muito difícil colocar em palavras o que acontece. Ao escrever sobre ela, é necessário que se saiba qual a dimensão exata da palavra, pois ao produzir um relatório é comum confundir os termos.

-Violência não é fatalidade, temos que ter esse olhar, devemos falar sobre violência, e ser bastante prático ao produzir um relatório.

-Qual a precaução que a escola deve tomar o que pode ou não pode fazer?

-Sozinho é mais difícil, é mais fácil tomar decisões com parcerias, tomando cuidado para não sobrecarregar a escola, resolver problemas maiores do que ela.

-É necessário diagnosticar violência para saber agir e saber o que fazer.

-É necessário saber fazer a queixa, pois existem situações muito diversas, muito distintas que estão na mesma palavra: agressões, brigas, desrespeito, incivilidade, brigas, roubos.

-Há múltiplas formas de violência, mas uma ocorre com bastante freqüência: violências do entorno da escola que entram na escola (gangues).

-O que fazer? A melhor maneira é o diálogo, é necessário que se conheçam as partes (vizinhança, comércio, ruas) e planejem projetos que visem uma melhor conexão com esse entorno.

-Violência das famílias, que entra silenciosamente. Tem que ter um olhar diferenciado com a criança, não rotulá-la, investigar porque ela é agressiva.

-Muitos alunos se queixam da discriminação dentro da escola: é aquele aluno que é mais gordinho, o que usa óculos, o gago etc.

-Mas também existe a violência da escola> o aluno passa de ano sem aprender, instaurando nele um sentimento de desigualdade ao disputar uma vaga no vestibular ou em um emprego.

-Muitos adultos se sentem acuados por se sentirem isolados e fragilizados, afinal, estão nessa escola só de passagem, no fim do ano vão embora e não sentem interesse em resolver os conflitos.

As Secretarias de Educação precisam dar apoio à escola e aos professores na questão da violência.

É possível agir, a escola pode fazer algumas coisas. Devemos pensar sobre violência, respondendo aos questionamentos: Onde? Quem? O quê? Contra quem? Não é fácil, mas tem que olhar para quem sabe ver e reparar!




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Vídeo-aula 19 – Podem a ética e a cidadania ser ensinadas?


Módulo I – Educação e Construção de Valores

Vídeo-aula 19 – Podem a ética e a cidadania ser ensinadas?

Profº José Sérgio Carvalho



A educação moral não é de agora. O professor destaca um trecho do livro escrito por Aristóteles, escrito há mais de 2.500 anos e, que ainda é atual.



"Os homens tornam-se bons e virtuosos devido a três fatores, e estes são a natureza, o hábito e a razão. Ora, a razão e a inteligência são os fins de nossa natureza. Por isso é necessário preparar-lhes a formação e o cultivo dos hábitos. Já se disse de que natureza devem ser os futuros cidadãos [...]: o resto é obra da educação.

Realmente toda arte e educação esforçam-se por completar o que falta à natureza. Ninguém porá em dúvida que ao legislador incumbe, sobretudo, o cuidado da educação... Pois o costume adequado a cada constituição sói defendê-lo e, no começo, fundá-lo também... E sempre o costume melhor é causa de melhor constituição...

“É claro, então, que compete à lei regular a educação e torná-la pública”.

Aristóteles



O professor explica a natureza como o caráter, o hábito como o modo de vida e a razão com o pensar e decidir. Ele concorda com Aristóteles quando diz que sociedade democrática forma pessoas democráticas. A preocupação da vinculação entre educação e formação ética não é novidade, pertence a toda tradição filosófica que discute o problema da formação escolar.

Aristóteles não era o único na Grécia a se preocupar com cidadãos éticos e virtuosos. Eles já diziam que, naquela época, virtude não pode ser ensinada.

Hoje, o debate sobre ética é muito grande, porque a abrangência do alunado também aumentou. Então o problema ganha o tamanho proporcional.

Ele também destaca um trecho da fala de Sócrates:



Outra coisa não faço, diz Sócrates, "senão andar por aí persuadindo-vos, moços e velhos, a não cuidar tão aferradamente do corpo e das riquezas, como de melhorar o mais possível a alma, dizendo-vos que dos haveres não vem a virtude para os homens, mas da virtude vem os haveres e todos os outros bens particulares e públicos” . [...] Não é conforme à natureza do homem que tenha negligenciado todos meus interesses, sofrendo há tantos anos a conseqüência desse abandono do que é meu, para me ocupar do que diz respeito a vós, dirigindo-me sem cessar a cada um em particular, como um pai ou um irmão mais velho, para o persuadir a cuidar da virtude” .

Sócrates



Sócrates se preocupava e perguntava se a formação ética era possível, quem a vai formar. Ele acreditava que não existia professor de Justiça, Solidariedade. Será que só um professor com licenciatura pode ensinar o que é Coragem, Generosidade?

O professor Jose Sérgio diz que a resposta vem de um trecho de Protágoras, quando ele diz:

“Desde que a criança compreende o que lhe diz, a mãe, a ama, o preceptor e o próprio pai conjugam esforços para que o menino se desenvolva da melhor maneira possível. Toda palavra, todo ato lhes enseja ensinar o que é justo, o que é honesto e o que é vergonhoso .... o que pode e o que não pode ser feito. ...Depois o enviam para a escola e recomendam aos professores que cuidem com mais rigor dos costumes do menino do que do aprendizado das letras e da cítara. [ ... ] não te dás conta (Sócrates) de que todo o mundo é professor de virtude, na medida de suas forças; por isso imaginas que não há professores. Do mesmo modo, se perguntasses onde estão os professores de grego [coloquial] não encontrarias um só".

Platão



Ética não é uma disciplina. O ensino da ética está no professor, na instituição escolar. Mas não se esgota nela, todo o entorno social também influencia. Ocupar-se da formação ética dos alunos é função de todos os atores da escola.

Então a escola não tem um papel especial? Protágoras responde:



“... quando o aluno começa a ler e começa a compreender o que está escrito... dão-lhe... a ler obras de bons poetas... prenhe de conceitos morais... do mesmo modo procedem os professores de cítara; envidam esforços para deixar temperantes os meninos e desviá-los da prática de ações más".

 Platão



Quando há bons professores, bons livros com modelos de ética, coragem, cidadania, o aluno aprende pela prática, não pelo discurso do professor. Ex. Não se fala de boa música, mostre a música boa ao aluno.



"A virtude [...] recebe do ensino a geração e o desenvolvimento, por isso necessita de experiência e tempo; a ética provem do hábito [... ] portanto as virtudes não se geram por natureza ou contra a natureza, mas se geram em nós, nascidos para recebê-las e aperfeiçoando-nos mediante o hábito [ ... ]nós [as] conseguimos pela ação, porque, como nas outras artes, o que é preciso primeiro aprender para fazê-lo, aprendemos fazendo-o, tal como nos tornamos construtores construindo, ou tocadores de cítara tocando. Assim também, realizando ações justas ou sábias ou fortes tornamo-nos sábios, justos ou fortes".

Aristóteles.



Pratique a virtude, não só leia. Ensinar a ser honesto não é por meio de uma frase, mas demonstrar por uma ação.




Vídeo-aula 17 – Pedagogia de Projetos e Vídeo aula 18 – Educação Integral Univesp TV


Módulo I – Temas Transversais

Vídeo-aula 17 – Pedagogia de Projetos

Projeto – definição s.m. O que se tem a intenção de fazer; desígnio; intento; plano de realizar qualquer coisa. Estudo, com desenho e descrição, de uma construção a ser realizada.
Primeira forma de uma medida qualquer: ainda é um projeto.
Projeto de lei, texto redigido e em tramitação numa Casa legislativa, o qual depende de aprovação para se transformar em lei. Fonte: http://www.dicio.com.br/projeto

A vídeo aula retrata um projeto da Escola Comunitária de Campinas. Nessa escola se utiliza essa metodologia em todas as séries. Um dos professores dessa escola, Prof°Ricardo Pátaro, já faz uso dessa estratégia de projetos em educação há 8 anos, apresenta um projeto desenvolvido no 5°ano sobre escravidão.

A Estratégia de Projetos está centrada em dois conceitos importantes na educação: a interdisciplinaridade e a transversalidade, refletindo o que queremos do aluno. À medida que o projeto avança, é necessário pensar em estratégias que não se pensava anteriormente, mas que vão se construindo no projeto.

Projeto – plano já desenvolvido. Estratégia, o professor adapta conforme segue o projeto.

 Multidisciplinaridades especialistas das áreas estudadas para contribuir sobre o que se estuda. Cada especialista explica somente a sua parte.

Na interdisciplinaridade existe um diálogo entre as disciplinas, os especialistas não se limitam à sua área.

O diálogo é muito importante, pois dessa forma há a interdisciplinaridade.

O aluno problematiza o mundo lá fora, busca respostas para dúvidas que ele tem, fazendo um contorno ético político social, possibilitando uma transformação do que vê desse mundo.







Vídeo aula 18 – Educação Integral Univesp TV



A vídeo aula passou-se em uma escola de São José dos Campos – SP, população de 630.000 habitantes, segundo o IBGE. É a 6ª cidade mais rica do estado e a 21ª economia do Brasil. Lá estão a EMBRAER, o INPE e o ITA.

A rede municipal de educação possui 43 escolas, sendo que 7 possuem educação integral,também chamada de jornada ampliada. A rede conta com 45% da rede em Jornada Ampliada.
 
Essa escola tem por objetivo uma rotina diferenciada: o aluno entra, é acolhido, tem 1h30mim de estudo. Cada aluno escolhe uma oficina-ateliê (uma por dia). Depois almoça, descansa e vai para a aula formal.

Os professores são especialistas em cada oficina e o aluno é que escolhe o que quer aprender.

A equipe é tem muito claro que o objetivo é gestar um planejamento coletivo para ajudar a construírem aprendizados, pois todos os espaços têm que ter aprendizagem significativa.

O foco é sair do EU e ir para NÓS.

As crianças se organizam e se reorganizam, os alunos não ficam passivos, são mais desenvoltos, são mais soltos, o desenvolvimento corporal é maior.


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domingo, 16 de outubro de 2011

Vídeo aula 15 – Dimensões Constitutivas do Sujeito Psicológico Vídeo-aula 16: A construção de valores e a dimensão afetiva


Módulo I – Educação e Construções de Valores

Vídeo aula 15 – Dimensões Constitutivas do Sujeito Psicológico

Profº Ulisses Araújo



Nesta vídeo-aula, o Profº Ulisses discute a multidimensionalidade constituinte do psiquismo humano, e como as dimensões cognitiva, afetiva, sociocultural e biológica se articulam no funcionamento psicológico para explicar a complexidade de nossos pensamentos e ações.



Quem é o aluno? Com quem interagimos no dia-a-dia?

As teorias mais complexas tentam entender quem é a pessoa com quem lidamos no cotidiano, quais valores embasam a sua personalidade, a sua identidade.



Compreendendo o Sujeito Psicológico






Sujeito: cada um de nós, o aluno.

Meio: mundo físico, pessoas, culturas



Constitui o mundo consciente e não-consciente, o sujeito interage com o meio em que vive. É formado  com 4 dimensões para a constituição do ser psicológico:

*      Biológico: organismo, corpo

*      Afetiva: afetos, sentimentos, emoções

*      Sociocultural: influenciado pela cultura, identidade

*      Cognitivo: inteligência, comportamento



A compreensão do ser humano é sempre analisada do ponto de vista de quem é o analisador. Ex.: o médico analisa pelo lado biológico, o psicanalista, pelo lado afetivo.

O problema está em tentar explicar a compreensão pela parte cognitiva, esquecendo as outras dimensões. As 4 dimensões estão interagindo de forma coordenadas.

Analisando o aluno pelo aspecto das 4 dimensões, podemos entender a formação do seu sistema de valores.





Vídeo-aula 16: A construção de valores e a dimensão afetiva

Profª Viviane Pinheiro



Neste vídeo-aula, é apresentada a perspectiva da afetividade como organizadora do pensamento e, desta forma, como parte fundamental na construção de valores. Ao final, algumas indicações de trabalho com os sentimentos na escola.






Nessa aula, a professora Viviane apresenta duas perspectivas da afetividade como construção de valores:

- Afetividade como “fonte de energia” para a cognição-A partir de um artigo de Piaget, de 1953, “As relações entre a inteligência e a afetividade no desenvolvimento da criança” ficou mais evidenciado o estudo da afetividade como “fonte de energia” para a cognição.  Há a integração da afetividade e da inteligência, Piaget explicava que a gasolina é a afetividade e o motor do carro, a cognição. Afetividade é motivacional, enquanto cognição é a psique humana. Entretanto, a afetividade não muda o cognitivo.



- A afetividade como um dos aspectos organizativos do psiquismo humano.

Profª Valéria Amorim apresentou uma situação de conflito moral: um aluno fumando maconha no banheiro. Ela dividiu a pesquisa e induziu três tipos de sentimentos: positivos, negativos e neutros. Na pesquisa onde a indução era positiva, os professores tinham atitudes mais positivas para ajudar o aluno. Nas pesquisas onde a indução era negativa, os professores tinham uma atitude mais passiva diante do conflito.

Nessa pesquisa a professora comprovou que a associação afetiva e cognição estão juntas. A afetividade não é só motivacional, também organiza a psique humana.



Nessa aula, a professora Viviane enfatizou dois sentimentos muito relacionados com a moralidade: Vergonha e Culpa. Ela fez uma tabela para exemplificar:



Vergonha
Culpa
Como o outro me vê
Relaciona-se com auto-avaliação
Desejo de se esconder ou escapar
Desejo de confessar, de se desculpar



Moralidade: aspectos que se relacionam: emoções negativas, atribuições internas, regulação dos valores morais.



Foi colocado para jovens de ensino partícula e público, adolescentes, uma situação de conflito moral, para pesquisar se os alunos possuíam o sentimento de generosidade.



Durante as pesquisas, a Profª Viviane comprovou que alguns alunos possuíam esse sentimento ao responder a pesquisa e outro não. O conflito era ajudar um aluno no final do ano com as notas finais. Quando um aluno tem o sentimento da culpa e da vergonha, a generosidade fica mais evidente. Alunos com generosidade são mais propensos à tolerância.



Implicações Educacionais



-Sentimentos devem ser trabalhados na escola, sua importância é grande. Levar o aluno a refletir sobre sentimentos.

-Respeitar a diversidade dos alunos

-Amizade é relacionada com generosidade

-Sentimentos morais: tolerância, sentimento positivos, conflitos são resolvidos de forma ativa.