domingo, 16 de outubro de 2011

Vídeo aula 10 – Interdisciplinaridade e transversalidade na educação


Módulo I - Temas Transversais

Vídeo aula 10 – Interdisciplinaridade e transversalidade na educação



Essa aula explica como duas escolas, especificamente uma, colocou em prática um projeto onde todos os alunos puderam verificar conhecer o Ribeirão Anhumas, que nasce em Campinas-SP. Os professores de química, geografia e língua portuguesa usam da interdisciplinaridade para estudá-lo.

A Interdisciplinaridade- as disciplinas não mudam seus objetos, mas as relações ficam mais fortes entre elas. A realidade não é de forma disciplinar, mas a escola é dividida assim. Os alunos aprendem mais quando o estudo é interdisciplinar, pois estudam o que gostam: água, violência, justiça...

Transversalidade: Temas que atravessam as disciplinas. Valores não são disciplinas, são temas que atravessam as disciplinas.

O mundo não é disciplinar, é preciso que a escola faça a ponte entre as disciplinas de forma interdisciplinar, para que o aluno vá além das disciplinas, já se apropriando do conceito de Transversalidade.

Nessa aula, percebemos que essa idéia da interdisciplinaridade já vem de muito antes, com Renê Descartes.

Edgar Morin vai contra todo esse conceito de fragmentação do ensino.

Vídeo aula 9- Ciência e Educação


Módulo I - Temas Transversais

Vídeo aula 9- Ciência e Educação

Profº Luis Carlos de Menezes


O professor Luis demonstra nesse vídeo que a vida do dia a dia pode inspirar o pensamento científico, que se pode olhar a ciência de uma maneira mais geral na escola.

O aluno tem que pensar cogitar e escrever a partir de sua investigação, não partindo do discurso do professor. Ele ainda aborda algumas linguagens da Ciência:

- Ciência como linguagem – um aprendizado de linguagem. Ele exemplifica a leitura e o entendimento de uma previsão do tempo, onde o aluno tem que ter domínio do que é o clima e suas variações. O professor tem que ter consciência de que se trabalhe e o aluno domine essa linguagem científica na escola. Condição essa que deve ser promovida nesse ambiente.

-Ciência como instrumental prático. Banho demorado, gasto excessivo de energia elétrica. Ao fazer as contas e comparar os gastos entre o chuveiro a gás e o chuveiro normal, o que é mais vantajoso? O chuveiro pode ser mais barato para adquirir, mas gasta muita energia, o chuveiro a gás é mais caro, mas a energia é mais barata. Então parte-se para as hipóteses, que é experimentar, conhecer e ponderar o que é o melhor. Compreensão da ciência dá um referencial prático para melhorar, sempre melhorar.

-Ciência como visão de mundo- a tecnologia está ao nosso redor, seja como radiofreqüência, seja como ondas sonoras, infravermelho, etc.

-Compreensão do processo evolutivo: estudar o homo sapiens, compreender a luz do sol, as estrelas do céu, o planeta Vênus.

Ciência é sinônimo de busca. Toda investigação deve ser feita na escola de forma prática, como por exemplo, observar um relógio do sol feito pelos alunos no pátio da escola.  É a capacidade de fazer coisas melhores com a ciência valorizando o diálogo e o fazer, não simplesmente ouvir o discurso do professor.

Vídeo aula 8 – A Construção psicológica dos valores


Módulo I –  Educação e Construção de Valores

Vídeo aula 8 – A Construção psicológica dos valores

Profº Ulisses Araújo



A aula começa com três perguntas:

a) É possível educar em valores?

b) Como se dão os processos de construção ou apropriação de valores?

c)Quais valores devem as escolas ensinar?

O professor Ulisses parte das idéias de Piaget e faz uma concepção: “Os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito tem com o exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmo.”

Valores referem-se a trocas afetivas, coisas do seu gosto têm a ver com a dimensão afetiva, projeção de valores: ninguém manda você gosta. Exemplo: se o aluno gosta da escola, tem sentimentos positivos dela. Mas, se ele não gosta, quebra-a, depreda, picha.

Pessoas são valores. Exemplo: crianças projetam sentimentos de valor por quem cuida delas. Relações: gosto da forma como aquele professor trata seus alunos, gosto de como o marido trata sua esposa.

Durante toda a nossa vida, construímos valores, sentimentos positivos sobre nós mesmos. Valores dependem da intensidade.

O Profº faz uma apresentação muito interessante sobre o Posicionamento dos Valores na Identidade.

 Os valores podem mudar a qualquer momento, podem ser reconfigurados.

A pessoa pode ter um valor central. Exemplo: para uma pessoa ficar devendo R$ 0,20 numa padaria pode ter um sentimento de culpa enorme. Enquanto que para outras, pode dever R$ 50,00 e não se sentir culpado. Ainda tem aquela pessoa que é muito honesto com sua família, mas deve para o Imposto de Renda, por achar que ele não resolve que não ajuda.



Escola e família devem promover quais valores eles querem.

A melhor forma de ensinar valores é começar pela Declaração dos Direitos Humanos, focando a justiça, a cidadania, honestidade, a solidariedade. Saber quais valores devem ser trabalhados, qual o alvo dos sentimentos dos jovens, propor dinâmicas, jogos que promovam atenção e a interesse deles.

Vídeo-aula 7 – Educação e Ética


Módulo I – Educação e Construção de Valores

Vídeo-aula 7 – Educação e Ética

Profª Carlota Boto



A ética na escola significa pensar nas relações entre as pessoas que atuam nela, nas relações entre alunos e professores, alunos e funcionários, professores e funcionários, diretores, eles entre si e com os outros.

A escola é a transição entre família (primeira sociabilidade) e a vida social, é onde prepara o estudante para a vida pública.

A criança vem para a escola para ter sua autonomia moral e é regida por regras exteriores. O professor deve promover a autonomia dessa criança.

Epistemologicamente, ética e moral são iguais, são os costumes e o agir. Ética: é o comportamento escolhido, adesão voluntária. Já a moral é a forma de agir socialmente recomendada pela própria sociedade.

A escola depara-se com um desafio: preparar para a democracia, tratar os alunos de forma igual, respeitando seus direitos. Viver de forma social de modo que não fira o outro. O educador é a referência de ética que o aluno tem.

Segundo Kant “Age de tal modo que a máxima de tua ação possa transformar-se em lei de validade universal.”, que é a atitude que se toma em uma situação leva a agir da mesma forma em outra situação.

Os estudantes devem ser esclarecidos sobre as regras, para poderem entender ética, como por exemplo, o contrato pedagógico estipulado por todos logo no começo do ano.

Ética e tolerância estabelecem uma cultura escolar fraterna.


Ética tem a ver com virtude, justiça, cuidado. Os alunos seguem os modelos, o professor é o referencial ético para eles, pois é mais fácil seguir exemplos práticos do que ler uma vasta teoria sobre o assunto.

Vídeo – aula 6 – Temas Transversais em Educação


Módulo I- Temas Transversais

Vídeo – aula 6 – Temas Transversais em Educação

Profª Valéria Arantes



A vídeo aula é dividida em momentos:

1º Momento: Estrutura da aula

Cada cultura elege os temas que e devem ser trabalhados de acordo com sua realidade, ficando os temas de livre escolha. São diferentes concepções de transversalidade:

1ª Concepção: Disciplinas são eixos vertebradores do currículo. A escola e o currículo continuam organizados em volta das disciplinas. O ensino continua fragmentado.

2ª Concepção: O professor acha que não está apto para trabalhar a transversalidade e a escola contrata profissionais para trabalhar os temas, palestras e assessorias, profissionais externos para ministrar as aulas. Crítica: o conhecimento ainda fica fragmentado, pois as aulas são ministradas somente por profissionais daquelas áreas.

3ª Concepção: As ONGs oferecem materiais para trabalhar os projetos, tendo aí um princípio de interdisciplinaridade. Entretanto, cada professor ainda trabalha a sua disciplina naquele projeto, não havendo um diálogo entre as mesmas.

4º Concepção: Os professores defendem que já trabalham, mas a prioridade são as suas disciplinas e não a transversalidade.

5º Concepção: Transversalidade como currículo oculto, trabalhando com educação de valores. Deve-se tomar cuidado em não cair no moralismo, em condutas individualizadas, falta de sistematização e intencionalidade.

É comum ouvir que a transversalidade se faz a partir de “ganchos” de ações que acontecem na escola, deixando a cidadania em segundo plano.

2º Momento: As temáticas são o eixo vertebrador do currículo. As disciplinas são temas transversais. “Os conteúdos tradicionais deixam de ser a finalidade da educação e passam a ser concebidos como “meio” para se trabalhar os temas transversais.”

É uma nova forma de se conceber conceitos, mas também promove compartmentalização das temáticas.

3º Momento: Estratégias que rompam a organização disciplinar tão presente nas escolas e que a tirem do seu isolamento, conectando-a com o mundo externo, através de projetos que tenham relevância para a comunidade. Exemplo: o estudo de um córrego que passa por uma favela.

*Percebo que a escola ainda está tentando sair do modelo tradicional de disciplinarização, onde cada prof somente trabalha a sua disciplina. Ainda é muito difícil para a escola, bem como para seus profissionais, elaborar projetos que contemplam todos, que haja diálogo entre as disciplinas, que todos interajam. Mas também percebo que muitos profissionais estão observando a sua realidade e tomando iniciativas para promover um verdadeiro exercício de cidadania.

Vídeo-aula 5 - O conceito de transversalidade


Módulo I – Temas Transversais

Vídeo-aula 5 - O conceito de transversalidade

Profº Ulisses Araújo



A aula começa com a indagação da busca de novos sentidos para a educação.

A ciência promove grandes avanços para o conhecimento através da transversalidade, interdisciplinaridade e multidisciplinaridade. Mas a quem se destinam esses grandes avanços científicos?

A qual população ela serve?  A escola está a serviço de quem? Quando se tem que investir no conhecimento para ajudar uma parcela da população, nem sempre é a de mais baixa renda que é priorizada.

Quais são os objetivos da educação?

-Instrução: conteúdos definidos por cada cultura, cada sociedade, conhecimentos transmitidos às novas gerações.

-Formação ética e moral

A família de hoje está sem tempo para educar, então ela olha para a instituição que está mais próxima, que é a escola, para fazer e suprir esse papel. A sociedade tem várias instituições, mas escolhe a escola para a formação ética e moral.

Mas e a questão da formação do professor? Como trabalhar? Pensando nessa nova incumbência, então entra a idéia da disciplinarização.

Essa mudança na escola vem a passos curtos, pois ainda se está preso no modelo de disciplina de escolarização. Como ensinar sexualidade, violência, temas que antes a família fazia?

Pensou-se então na transversalidade, que não é disciplina, mas temas que atravessem diferentes campos de conhecimento da escola. Não é fazer um projeto isolado, é trabalhar um tema onde atravessa diferentes campos do conhecimento da escola.

90% da população ainda é excluída, então se deve pensar em temáticas ético-político e sociais atreladas à melhoria da sociedade e da humanidade, temáticas que mudam a cara da aula. Temas que busquem conectar a escola com o conteúdo, como o conhecimento das drogas, como prevenção, conhecer o meio ambiente para protegê-lo.

Vídeo aula 4 – A escola e a construção de valores



Disciplina: Educação e Construção de Valores

Vídeo aula 4 – A escola e a construção de valores

Professor Ulisses Araújo



A construção de valores na escola é um processo mais amplo do que aprender regras. Essa construção se dá por sete dimensões diferentes e que a escola deve estar atenta.

1) Conteúdos escolares: Como formar o cidadão se na grade curricular não há a comtemplação  e a inserção transversal, interdisciplinar, dos direito humanos e a ética? Essa preocupação tem que estar no dia-a-dia e discriminadas nas disciplinas.

2) Metodologia das aulas:  Há que se fazer uma mudança no perfil do educador, aprender a dialogar, construir coletivamente os valores. Diálogo, papel ativo do estudante e pesquisas devem fazer parte da prática pedagógica do educador.

3) Papel Intencional com os valores, sempre priorizando a cidadania. A escola tem que querer priorizar os valores e, uma das referências para suas aulas é a Declaração Universal dos Direitos Humanos, sempre o tendo como um guia.

4) Relações Interpessoais- O professor autoritário  e exigente não tem  respeito dos alunos, ele impetra o medo. O aluno tem que admirar o professor e este, sempre priorizar o diálogo entre eles, tendo o respeito, a autoridade e a admiração como uma relação interpessoal.

5) Auto-estima- a escola tem que reforçar a auto-imagem do aluno, pois cada ser humano tem uma imagem de si mesmo  muito  distorcida. Cabe à escola reforçar e boa auto-imagem do aluno.

6) Auto conhecimento: conhecer seus sentimentos e emoções, aprender a se conhecer. Deixar suas emoções transparecer de forma clara para que possa se conhecer, bem como os seus colegas.

7) Gestão Escolar:  gestão e decisão deve ser em pequenos grupos, onde prevalece os seus valores .Onde não há o diálogo, não há  a busca coletiva de novos e melhores caminhos para enfrentar os desafios cotidianos.



Essa imagem ilustra o diálogo que toda escola deve ter.


A escola tradicional onde tudo já está pronto, não tem diálogo.